Linhagens Maternas (Parte 1)

Linhagens Maternas (Parte 1)

Antonio Celso Fortino – criador há mais de 30 anos; Ex – Presidente e Membro Vitalício do Conselho Deliberativo da ABCCH

Por muito tempo, as qualidades evidentes no cavalo de salto, eram atribuídas somente à genética paterna.

Quantas vezes não escutamos: “esse cavalo é filho de quem” e a resposta é sempre direcionada ao pai, era ou é muito raro ouvir falar da mãe.

Nem sempre o credito do desempenho do cavalo de hipismo se deve somente ao seu pai.

Falando de cavalo de hipismo de alto rendimento esportivo, já existe um consenso nos maiores centros de criação mundial, que a mãe representa no mínimo 60% na transmissão genética, e quando falamos de mãe, significa também sua família materna, ou linha materna.

Hoje em dia através da internet fica fácil de pesquisar produtos que tenham resultados esportivos importantes e verificar quantos indivíduos essa família produziu.

Por isso, quando falamos de éguas, sou muito favorável pela seleção através do desempenho esportivo, e não somente pelo morfológico. O morfológico serve como parâmetro, mas não deveria ser o único sistema para seleciona-las.

Algumas associações fizeram a opção por valorizar a parte morfológica e deixaram para segundo plano a seleção pelo desempenho esportivo e estão pagando caro por esse erro.

Criadores que tiveram como princípio, utilizar matrizes com carga genética oriundas de linhagens maternas comprovadas no esporte, vêm se destacando e obtendo excelentes resultados, tanto esportivos quanto financeiro.

Vamos abordar em uma sequencia de ARTIGOS algumas famílias maternas por Países, e as famílias que comprovaram no esporte suas qualidades.

Nas duas primeiras matérias vamos falar das linhagens maternas Belgas, e para isso temos que falar também um pouco sobre a estrutura do País e suas associações de criadores de cavalo.

A Bélgica é um país tradicional na criação de cavalos de hipismo, tem o cavalo, como uma atividade econômica importante e reconhecida pelos seus governantes, tanto como qualquer atividade, seja ela, industrial, comercial, serviços, etc., bem diferente do Brasil onde, criar cavalos pelos olhos de nossos governantes é hobby e coisa de rico. Criar cavalo é uma profissão assim como toda a sua cadeia produtiva.

Alguns números interessantes sobre a Bélgica a serem analisados:
População: 11 milhões de habitantes
Área :30.500 km quadrados
População equina : +- 200 mil
Clubs/maneges : próximo de 400
Membros, associados e filiados : 32 mil

Associações dedicadas ao cavalo de hipismo:

sBs

Criada em 1920

Registram aproximadamente 1.200 mil e duzentos potros por ano
Classificada pela WBFSH em 2016 como a Sexta melhor associação de cavalos de salto do mundo.

Classificada atualmente pelo HIPPOMUNDO, (que computa o quanto de premio os cavalos registrados ganharam no período de um ano) em oitavo lugar com 3,7 milhões de euros.

Principais cavalos/éguas de salto da atualidade registrados neste stud book:

HH AZUR

REVEUR DE HURTEBISE

VAGABOND DE LA POMME

ROYHCHILD

H&M ALL IN

Alguns destaques da criação sBs

NARCOTIQUE DE MUZE

OGANO SITTE

PALOUCHIN DE LIGNY

QUERLYBET HERO

SISLEY DE LA TOURS

ROTCHILD

Na próxima edição vamos dar continuidade ao assunto. Não percam a sequência. Vamos comprovar a importância das matrizes para os criatórios mundiais.

Deixe uma resposta

Fechar Menu
×
×

Carrinho